[LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:00 pm

Poucos dias depois de voltarem para casa, Jackson convidou-os de novo para o fim de semana seguinte, prometendo mandar um carro para eles na tarde de sexta-feira. Na hora marcada, a família ficou empolgada ao descobrir que o próprio Jackson fora buscá-los. Foi uma decepção, contudo, quando entraram na imensa limusine e descobriram que ele não estava sozinho. Sentado em seu colo estava um garoto de onze anos chamado Brett. Jordan admitiu mais tarde que a cena o deixou com ciúme.
Na época em que Jordan Chandler conheceu Michael Jackson, não era segredo que J ackson tinha alguns "amigos especiais". Os mais famosos desses amigos eram o pequeno ex-astro do sitcom de TV, Webster, Emmanuel Lewis, e o ator infantil de Esqueceram de Mim, Macaulay Culkin. Eles sempre pareciam estar ao seu lado durante os anos 80, acompanhando-o a shows de premiações, estreias de filmes e outros eventos.
Quando Jackson comprou seu vasto rancho em 1988, explicou o nome do lugar em razão de sua fascinação pelas histórias de Peter Pan, de J.M. Barrie, ao descrever Neverland, a Terra do Nunca, uma ilha onde a turma de Peter Pan, apelidada de "Meninos Perdidos" e as crianças que ali habitavam nunca cresciam. Ele com frequência descrevia sua própria infância como "perdida", ao ver-se lançado no show business desde muito cedo, sem nunca ter a chance de fazer todas as coisas que as outras crianças faziam.
Numa entrevista para a TV, em1993, no programa de Oprah Winfrey, ele detalhou a experiência:
Bem, a gente não pode fazer aquilo que as outras crianças têm permissão para fazer, ter amigos e festas de pijamas e colegas. Não houve nada disso para mim. Eu não tinha amigos quando era pequeno. Meus irmãos eram meus amigos. É por isso que acho que, por não ter tido isso então, eu me compenso agora. Tem gente que pensa na razão de eu sempre ter crianças ao redor. É que encontro coisas que nunca tive através delas, sabe como é, Disneylândia, parques de diversões, jogos de videogame. Adoro todas essas coisas porque, quando eu era pequeno, era sempre trabalho, trabalho, trabalho de uma apresentação à outra. Se não era uma apresentação, era o estúdio de gravação, se não era isso, eram shows de TV ou sessões de fotos. Havia sempre algo a fazer. .. Eu amava o show business, e ainda amo o show business, mas naquele tempo, houve ocasiões em que a gente queria apenas brincar e divertir-se um pouco, e essa parte me deixava triste. Lembro-me de uma vez em que a gente estava para ir para a América do Sul e tudo estava empacotado e dentro do carro para irmos embora, e eu me escondi e comecei a chorar porque realmente não queria ir, eu queria brincar; não tinha vontade de ir.
Na mesma entrevista, Jackson descreveu de forma emocionante como era maltratado pelo pai que lhe dizia que ele era feio e batia nele com frequência.
- Eu costumava não olhar para mim mesmo. Escondia meu rosto no escuro. Não tinha vontade me olhar no espelho e meu pai me provocava, e eu odiava isso e chorava todo dia - recordou.
Depois dessas experiências, Jackson explicou que tudo que queria da vida, além de sua música, era recapturar aquela infância perdida. Disse que esse era o motivo pelo qual se rodeava da garotada e criou Neverland como um lugar onde poderia viver como uma criança.
- Só sou feliz quando estou com crianças - disse, certa vez, a um grupo de garotos que visitava Neverland.
Antes de se tornarem de conhecimento público as denúncias de Jordan Chandler, a mídia quase nunca havia questionado esse aspecto estranho da vida de Jackson. Sua amizade com crianças sempre era retratada como inocente e encantadora. Porém, depois, essa mesma amizade assumiu um aspecto sinistro.
De repente, o público lembrou-se de alguns de seus mais famosos "amigos" e encheu-se de suspeitas. Talvez aqueles encontros não fossem tão inocentes assim.
É provável que a mais famosa dessas amizades com celebridades infantis seja o antigo relacionamento de Jackson com Macaulay Culkin. Começou pouco depois do sucesso de estreia de Culkin, Esqueceram de Mim, que o tornou um superstar com dez anos de idade.
Ávido por um insight no relacionamento de Jackson com crianças, encontrei-me com Culkin num café de Los Angeles. A primeira coisa que ele me disse foi que eu jamais poderia entender o que motivava Jackson. - Posso descrever nossa amizade e posso explicar o vínculo de Michael com crianças - disse -, porém, não importa o que eu diga, você

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:00 pm

jamais compreenderá. A menos que tenha passado o que Michael e eu passamos, não vai entender como é a coisa.
Foi isso que atraiu os dois e estabeleceu a amizade de ambos, ele explicou.
- Entendemos um ao outro porque ambos estivemos lá.
Culkin admitiu saber das suspeitas das pessoas sobre Jackson e as crianças.
- Soube de todas as histórias. De todas as acusações. Porém, você tem de conhecer MichaeL É impossível entender a situação se você não o conhece. Ele não é igual a ninguém mais. Sabe a expressão "criança grande?" Não passa de uma expressão. Mas, com relação a Michael, é verdade, ele é uma criança grande. Não o tempo todo. Pode falar sobre sua música, que chama de sua arte, ou de negócios, e é um adulto sofisticado. Mas depois ele se transforma. É impressionante. Vira uma criança. Não está fingindo. Eu me lembro de pensar que ele não é como nenhum adulto que já conheci. Ele era apenas como eu.
- O que faziam juntos?
- A gente brincava de guerra de travesseiros, passava o tempo à
toa, passeava no parque de diversões. Jogava fliperama. Essa era minha parte favorita. Veja bem, não era só eu. Havia sempre outras crianças junto também.
- Alguma vez dormiram na mesma cama? - eu quis saber.
- Claro - ele diz, sem rodeios. - Não como você pensa. Primeiro
de tudo, é uma cama imensa. Há sempre gente entrando e saindo do quarto, a equipe, os empregados, os conselheiros. A porta está sem-pre aberta, e minha família sempre foi convidada. Estão sempre por perto. Era como uma gigantesca festa do pijama. Às vezes havia outros garotos também. A gente ficava sempre de pijamas e nada incomum jamais aconteceu. Foi sempre pura diversão. Sei que soa esquisito para alguém que desconhece essa situação. Olhando para trás, acho que era um bocado bizarro. Porém, na ocasião, parecia tão inofensivo, tão normaL.. Michael é apenas o Michael, e se você não o conhece realmente, não sabe o quanto as acusações são estúpidas.
- São amigos ainda - fiquei curioso em saber.
- Mais ou menos - diz ele. - Porém, depois que fui ficando mais
velho, Michael deixou de se interessar em passarmos o tempo juntos. Ele se sente realmente à vontade em torno de crianças. É quando ele pode ser um garoto. Eu pude sentir, num certo momento, que eu estava ficando muito velho pra ele. Além do mais, conforme eu amadurecia, Neverland não parecia mais tão incrível. Era um lugar para garotos e eu era aquele adolescente metido a bacana.
o garoto que estava sentado no colo de Jackson no dia em que ele foi buscar Jordan Chandler era Breu Barnes, um fã australiano que chamou a atenção do cantor quando escreveu a ele uma carta em 1991.
Junto com outro garoto australiano de nome Wade Robson, Barnes se tornou o último dos amigos especiais de J ackson. Acompanhava J ackson em turnê com frequência e se tornou um visitante de rotina em Neverland, junto com a mãe e a irmã.
Culkin me contou que se recordava de ter passado algum tempo com Barnes e Robson durante aqueles anos.
- Havia sempre alguns de nós por lá - recorda-se. - A gente se divertia pra valer juntos.
Agora, era a vez de J ordan tornar-se o mais recente amigo a ser acrescentado à turma.
Juntamente com a família, ele passou a ser um frequentador de Neverland e saía muitas vezes em excursões para a Disneylândia ou outros locais divertidos com Jackson. Em março, o cantor convidou Jordan e sua família para acompanhá-lo aLas Vegas, onde tinha uma suíte permanente no Mirage Hotel. Reservou um quarto do hotel para June e Lily, e um quarto para Jordan. Aquela noite, de acordo com um relato que mais tarde fez parte do registro oficial, Michael e Jordan assistiram ao impressionante clássico de terror O Exorcis ta juntos. Quando o garoto, compreensivelmente, ficou apavorado, Jackson teria supostamente lhe dito que poderia passar a noite com ele. Assim, naquela ocasião, dormiram na mesma cama pela primeira vez. Nada inconveniente aconteceu. Mas, na manhã seguinte, quando a mãe acordou e foi procurar Jordan, a cama do garoto estava arrumada. Ele contou depois que dormiu na cama de Jackson, e June ficou um pouco alarmada. Disse ao filho que nunca mais fizesse isso de novo.
Quando Jackson soube do ultimato de June, foi falar com ela para saber por que estava aborrecida. Mais tarde, ela recordou-se que, durante essa conversa, J ackson tinha começado a chorar e disse:
- Isso é uma questão de família, de confiança, honestidade e amor.

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:00 pm

Posteriormente, ela recordou-se que tais palavras fizeram com que se sentisse culpada por nutrir ideias negativas e que disse a ele, na ocasião, que não fazia objeção que os dois compartilhassem uma cama, contanto que Jordan concordasse com isso.
Na época em que Michael Jackson entrou na vida de Jordan, a mãe e o pai do menino tinham se divorciado há algum tempo. O pai biológico, um dentista chamado Evan Chandler, era também um aspirante a roteirista que escreveu, um ano antes a comédia de relativo sucesso de Mel Brooks, A Louca Louca História de Robin Hood, em colaboração com um parceiro. Evan mais tarde alegou que ele na verdade colaborou no script com Jordan, e tinha dois outros roteiros em andamento com o filho - Sleazoids (Degenerados) e Bunnies (Coelhinhos). Existem poucas evidências, porém, para comprovar essa alegação, e Jordan nunca recebeu crédito por escrever o filme de Brooks. June tinha a guarda plena do garoto, mas Jordan passava alguns fins de semana e a maioria dos feriados com o pai e a segunda esposa de Evan, Nathalie, na casa em que moravam, em Brentwood, junto com as meias-irmãs de Jordan, Nikki e Emmanuelle.
Havia um motivo para que Evan Chandler quisesse mudar de profissão e tornar-se um roteirista em tempo integraL Sua carreira como dentista foi de certa forma manchada por uma série de práticas questionáveis. Em 1978, por exemplo, ele havia feito um trabalho de restauração em dezesseis dentes para um de seus pacientes, numa única consulta. Quando o Board of Dental Examiners [uma espécie de Conselho Regional de Odontologia] inspecionou os resultados, concluiu que o trabalho de Chandler mostrava "grosseira ignorância e ou ineficiência" na profissão, e revogaram sua licença.
Por fim, mudaram a revogação por uma suspensão por noventa dias, e o colocaram em período de experiência por dois anos e meio. A esposa, June, o deixou no final das contas, alegando, como motivo, o temperamento de Chandler, e lhe foi concedida a guarda plena do filho pequeno, Jordan.
Como alguém esperançoso em tornar-se importante em Hollywood, Evan Chandler empolgou-se quando o filho fez amizade com o homem que era a personificação de sucesso no show business. A princípio, de acordo com a opinião geral, ele encorajou o relacionamento do filho com Jackson, amizade essa registrada certo dia para que o mundo visse pelo tabloide National Enquirer, que publicou uma foto de Jackson, Jordan, June, e Lily, na casa de June em Santa Monica, com a manchete: "A Nova Família de Jacko". Jackson começou a ficar na casa deles com frequência sempre que estava em Los Angeles e, para muitos, dava a impressão de suplantar tanto Evan Chandler, o ex-marido, quanto o novo marido de June, David Schwartz, como uma figura paterna na vida do garoto. Isso, porém, não pareceu incomodar muito Evan na época.
De acordo com uma investigação feita por Mary Fisher, em 1994, para a revista GQ, Evan Chandler se vangloriava com frequência para os amigos e sócios da amizade do filho com Jackson. Na verdade, Chandler encorajava Jackson a passar mais tempo com seu filho na casa em Santa Monica.
As fontes de Fischer contaram à ela que Chandler sempre sugeria a Jackson que construísse um anexo à casa para o cantor ficar ali.
- Mas depois de chamar o departamento de zoneamento e descobrir que não poderia ser feito - ela escreve -, Evan fez outra sugestão - que Jackson lhe construísse uma nova casa.
Evan muitas vezes mantinha longas conversas por telefone com o cantor, em que lhe pedia conselhos sobre Hollywood, sobre possíveis conexões que poderia ter e outras coisas. E, cada vez mais, Jackson ficava na casa de Evan, em Brentwood, a pedido de Jordan.
Mais tarde, contudo, Evan divulgou seu "diário" desse período, revelando que supostamente havia começado a nutrir sérias dúvidas sobre o relacionamento de Jackson com Jordan. Num determinado ponto, ele alega, nesse diário - o que depois também contou a Diane Dimond -, que havia perguntado francamente a Jackson:
- Você anda fodendo Jordan? Mad
Diante dessa pergunta, Jackson supostamente "tinha dado uma risadinha", dizendo:
- Nunca use essa palavra.
No livro, Be Careful Wha Yau Lave, de Dimond, ela conta que Evan não ficou contente com essa resposta e pressionou Jackson para obter mais detalhes, escrevendo em seu diário a conversa que se seguiu:
- Qual, exatamente é a natureza do relacionamento de vocês? Michael disse:
- É cósmico. Eu mesmo não entendo. Só sei que pretendemos ficar juntos.
Perguntei a ele:
- Bem, e se algum dia você resolver que não quer estar mais


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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:01 pm

com ele? Ele ficaria realmente magoado. Michael me assegurou:
- Sempre estarei com Jordie. Eu jamais o magoaria. Acreditei nele.
Então, no fim de semana do dia de Finados, em 1993, com Michael Jackson hospedado na casa em Brentwood, Evan Chandler afirmou que ao entrar no quarto do filho para dizer boa noite, encontrou Michael e Jordan num sono profundo na cama do beliche, totalmente vestidos, mas curvados numa posição fetal, com Michael encaixado como colherinha por trás de seu filho e com as mãos pousadas na virilha de Jordan.
- Fiquei muito perturbado - Evan declara ter escrito em seu diário. - Pensei que Jordie pudesse ser gay.
No entanto, Evan não disse nada. Continuou a ser amistoso com o cantor até Jackson começar a se distanciar aos poucos de Evan, supostamente sentindo um "oportunista" mais interessado em alavancar a própria carreira do que no filho. Isso não agradou Evan que, mais tarde, alegou que aquele distanciamento nada tinha a ver com suas últimas atitudes. Se Evan nutria dúvidas sobre o relacionamento do filho com Michael Jackson, e suspeitava de abuso sexual, o curso apropriado de ação seria ter entrado em contato com o Departamento de Serviços Sociais da Califórnia, especificamente sua Divisão de Serviços à Família e à Infância. Em vez disso, contatou um advogado chamado Barry Rothman, com reputação de jogar pesado por dinheiro. Rothman foi uma peça chave nos eventos que viriam. Evan também começou a fazer ameaças contra June e Jordan. Ameaçou impedir Jordan de deixar o país com Michael na turnê em junho.
Evan mantinha um relacionamento cordial com o segundo marido de June, David Schwartz, e os dois conversavam com frequência. Alarmado com a crescente agressividade de Evan, Schwartz resolveu certo dia gravar uma conversa que teve com ele sobre Jordan e Jack¬son. Durante essa conversa, Evan descreveu June como "fria e sem coração". Afirma que quando tentou conversar com a ex-esposa com relação às suspeitas sobre Jackson, ela lhe dissera:
- Vá se foder.
Nesse ponto da fita, Evan faz a primeira alusão de que estava revoltado com Jackson porque o cantor tinha deixado de se comunicar com ele.

Evam:
Eu tinha uma boa comunicação com MichaeL Éramos amigos. Eu gostava dele, e o respeitava e tudo mais por aquilo que ele é. Não houve motivo nenhum para que parasse de me telefonar. Eu estava sentado na sala um dia e conversei com Michael e lhe disse exatamente o que eu queria daquele relacionamento todo. O que eu queria. Ensaiei o que dizer e o que não dizer.
Schwartz: O que Jackson fez para deixar você tão aborrecido?
Evam: Ele dissolveu a família. O garoto foi seduzido pelo poder e o dinheiro desse sujeito.
Evam: Estou preparado para processar Michael Jackson. Já está acertado. Existem outras pessoas envolvidas que estão es¬perando por meu telefonem.a e que estão com posições garantidas. Paguei a elas para fazerem isso. Tudo está seguindo de acordo com um plano certo que não é apenas meu. Assim que eu fizer esse telefonema, esse cara vai destruir todo mundo na mira do jeito mais sorrateiro, sórdido, cruel com que possa fazer isso. E eu lhe dei plena autoridade para agir assim.

Num outro ponto, Evan deixa claro que está querendo dinheiro e que seu novo advogado, Barry Rothman, está se preparando para exigir um acordo financeiro.
( acabou com um balaço na cabeça, será que não foi feliz com o dinheiro que conseguiu? Foi tão feliz que se matou. )

Evam: E se eu levar isso a cabo, ganho em grande estilo. Não há meio de perder. Verifiquei tudo até pelo avesso. Vou conseguir tudo que eu quero, e eles serão destruídos para sempre. June vai perder [a guarda] e a carreira de Michael vai acabar.
Schwartz: Isso ajuda [Jordan]?
Evam: Isso é irrelevante para mim. Vai ser maior do que todos nós podemos imaginar. A coisa toda vai desabar sobre todo mundo e destruir todo mundo na mira. Será um massacre se eu não conseguir o que eu quero.

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:01 pm

DOIS



Quando Schwartz repassou a essência de sua conversa com Evan Chandler a Jackson, com quem ainda tinha amizade, o cantor imedia-tamente contatou Bert Fields, seu advogado de muitos anos, da área de entretimento.
Fields era uma lenda no campo das leis do entretenimento, cha¬mado para ajudar celebridades a lidar com seus problemas. Entre os muitos clientes bastante conhecidos que Fields ajudara a sair de um apuro ou outro durante sua carreira de quase meio século, estavam os Beatles,Tom Cruise, George Lucas, Warren Beatty e John Travolta. Como todos os advogados de defesa, ele sabia que em tais enrascadas legais, às vezes, era preciso contratar os serviços de um detetive particular. Embora usasse inúmeros investigadores para tratar de vários problemas, um deles, chamado Anthony Pellicano, mostrava-se particularmente eficiente em questões delicadas, e era um personagem que em breve ganharia notoriedade. Na época, era conhecido como o "detetive das estrelas", por causa do trabalho que fazia para muitas das celebridades de Hollywood. O Pelicano, como seus muitos amigos e inimigos o chamavam, tinha a reputação de fazer qualquer coisa para proteger seus poderosos clientes. Entre as táticas pelas quais era conhecido, por empregá-Ias regularmente, se incluíam escutas ilegais, uma prática que mais tarde o mandaria para a prisão por setenta e seis acusações de extorsão e manipulação de testemunhas. Pellicano, porém, conquistou uma sólida reputação como um mestre em indenizações, motivo pelo qual Fields o contratava com frequência para casos de grande notoriedade. Em 9 de julho de 1993, a pedido de Bert Fields, June e David Schwartz mostraram para o Pelicano a fita da conversa telefônica de David com Evan Chandler.
- Depois de escutar a fita por dez minutos, eu sabia que era sobre extorsão - Pellicano disse mais tarde à Mary Fischer, jornalista da revista GQ.
Para os advogados, profissionais vinculados a normas éticas, é melhor não saber se seus clientes são ou não culpados. Eis por que contratam indivíduos como Anthony Pellicano. A primeira coisa, porém, que um detetive que se especializa em indenização precisa determinar, é a verdade sobre o que aconteceu. Dependendo do que sabem, resolvem o quanto deve ser impedido de se tornar público, e qual é o método mais efetivo de conter o potencial efeito colateral contrário sobre o público.
Obviamente, Pellicano não tinha como saber se Michael era ou não um molestador de crianças. Dada a notória reputação do inves-tigador particular, provavelmente inocência ou culpa não fossem levadas em consideração. Contudo, ele precisava saber o tamanho do problema com que estava lidando, e precisava saber depressa. Menos de uma hora depois de ouvir a fita, ele rumou para o condominio de Jackson, o Century City, onde Jordan Chandler e sua meia-irmã Lily faziam uma visita. Jackson não estava lá. Depois de apresentar-se e mostrar sua preocupação com o bem-estar do garoto, Pellicano alega que "fez contato visual" com Jordan e algumas perguntas sobre "ques¬tôes bastante propositais" usando os mesmos protocolos empregados por assistentes sociais no encargo de serviços de bem-estar infantil.
As respostas que Jordan deu àquelas questões, naquele dia, nunca foram contestadas.
- Michael alguma vez o tocou? - foi perguntado. -Você alguma vez o viu nu na cama?
A resposta a ambas as perguntas foi um "não" enfático, com Jor¬dan insistindo que Jackson não fizera nada impróprio. Pellicano, apa-rentemente, foi embora naquele dia convencido de que não havia nada verídico nas alegações.
Na conversa gravada em fita com Schwartz, Evan Chandler tinha deixado claro que havia bolado um plano. E era hora, agora, de co-locar esse plano em ação. Quando June divorciou-se de Evan, anos atrás, ficou com a guarda plena de Jordan, o que, de acordo com a


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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:01 pm

lei do estado da Califórnia, a tornava guardiã legal do garoto. Evan estava determinado a mudar essa situação e tinha justamente a pessoa para ajudá-Io a conseguir isso.
O plano começou com um pedido simples. Evan pediu a June se Jordan poderia ficar com ele durante uma semana, a começar de 12 de julho. Sem perceber que o ex-marido não tinha intenção de devolver seu filho ao final do periodo combinado de visita, June concordou, deduzindo que Jordan voltaria para casa em 18 de julho. Em vez disso, Evan apelou para Barry Rothman, o advogado que tinha jurado "destruir todos na mira da maneira mais sorrateira, sórdida e cruel com que pudesse fazer isso".
A opção de Evan por Rothman foi de certa forma uma surpresa.
Embora advogado da indústria de entretenimento, ele tinha pouca experiência em vara de familia. O mais significativo, porém, era que sua reputação não era lá essas coisas.
De acordo com uma investigação feita pela revista GQ, sua carreira exibia "um padrão de manipulação e fraude". Na ocasião em que Chandler o contratou, ele já tinha mais de vinte processos contra si e havia sido punido três vezes pela Associação de Advogados da Califórnia. Um ano antes, na verdade, seu registro legal havia sido suspenso por doze meses. Depois, a suspensão foi revogada e ele foi colocado em periodo de experiência.
Sua secretária forense descreveu um encontro com o diminuto advogado "como encontrar um demônio da vida real saído direto das profundezas do inferno". Sua ex-esposa disse ao advogado dela que tinha ficado surpresa de que ninguém tivesse "acabado com ele", porque ele fez muitos inimigos. Depois de revisar o arquivo creditício durante um dos processos requeridos contra ele, um investigador chamado Ed Marcus concluiu em seu relatório para o Tribunal Superior da Califórnia que "[ele] parece ser um profissional caloteiro ... Nãopaga a quase nmguem .

Na época em que foi contratada por Evan Chandler, a firma de Rothman havia sofrido uma petição de falência, e sua carreira estava um bagaço. Ele estava sem dinheiro e correndo de um credor para outro. Enquanto isso, Michael Jackson valia meio bilhão de dólares.
Em 13 de julho de 1993, no dia seguinte da chegada de Jordan à casa do pai para uma "visita" de uma semana, Rothman e Chandler entraram em ação. Primeiro, Evan deixou claro que havia assumido unilateralmente a guarda do filho de treze anos - apresentou a June uma interpelação por escrito preparada por Rothman, proibindo duas coisas: levar ]ordan para fora do condado de Los Angeles, e deixar o garoto ter qualquer contato com Michael Jackson. Permitiu duas visitas por semana a June. Se ela se recusasse a assinar, ele deixou claro que estava preparado para causar um bocado de problemas. June mais tarde declarou que havia assinado o documento sob coação, porque, caso contrário, Evan tinha ameaçado nunca mais lhe devolver o garoto.
Em seguida, Rothman marcou uma consulta para Evan com um psiquiatra de Beverly Hills, chamado Mathis Abrams, um especialista em comportamento adolescente. Evan delineou um caso "hipotético" de um garoto de doze anos dormindo na mesma cama com uma celebridade, relevando detalhes a respeito do que estaria acontecen¬do com Jordan e Jackson. Claro, se Evan mencionasse o nome do filho ou da celebridade envolvida, isso exigiria imediata comunicação do fato como um caso de abuso sexual de menores sob a lei da Califórnia.
De acordo com a descrição de Evan Chandler do que aconteceu em seguida, o Dr. Abrams concluiu que um homem de trinta e quatro anos dormindo constantemente na mesma cama com um garoto de treze anos, quando havia outras camas disponíveis, constituía "conduta maliciosa e lasciva".
O psiquiatra sugeriu que ele levasse o filho para uma entrevista, mas Evan recusou, explicando que o filho ainda amava a celebridade e que, se os mantivesse separados, poderia perder o filho.
- Você já o perdeu - respondeu o Dr. Abrams.
Evan sempre declarou que essa conversa havia mudado sua "sus¬peita em crença". Porém, precisava de provas.
A essa altura, Evan Chandler era a única pessoa acusando Jackson de um ato de abuso sexual. O próprio Jordan negava veementemente que qualquer coisa imprópria tivesse acontecido. E o caso de Evan Chandler era muito frágil com tantas negativas repetidas.
Então, certo dia, o Dr. Evan Chandler, o dentista, resolveu que precisava tirar o último dente de leite de seu filho. Como o garoto ti-nha medo de agulhas, Evan chamou o anestesiologista Mark Torbiner para ajudá-lo numa" sedação consciente", administrando gás ao garoto, para que o dente pudesse ser extraído. Quando Jordan Chandler saiu do consultório dentário de seu pai naquele dia, a vida e a carreira de Michael Jackson jamais seriam as mesmas.


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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:01 pm

Diane Dimond citou o relato oficial de Evan Chandler da extração do dente em seu livro sobre o caso.

Quando Jordie saiu da sedação, pedi que me contasse sobre Michael e ele. Eu [falsamente] lhe disse que tinha colocado escutas em seu quarto e sabia de tudo, e que só queria ouvir isso dele ... Disse-lhe para não ficar constrangido ... eu sabia sobre o beijo e a masturbação e o sexo oraL Isso não é sobre eu ter descoberto alguma coisa. É sobre mentir. Se você mentir, então, vou acabar com ele [Jackson]

Depois de uma hora, tempo durante o qual Jordan permaneceu em silêncio, Evan retomou o interrogatório.

Evan: Vou tornar isso muito fácil pra você. Vou lhe fazer uma única pergunta. Tudo que tem a dizer é sim ou não.
Jordie: [falando suas primeiras palavras] Prometo.
Evan: Jord, alguma vez eu menti a você em sua vida inteira?
Jordie: Não.
Evan: Eu nunca vou mentir.
Jordie: Você não vai machucar Michael, certo?
Evan: Prometo.
Jordie: Qual é a pergunta?
Evan: Alguma vez Michael tocou seu pênis?

Inacreditavelmente, Jordan ainda hesitou. Mais tarde, Evan des¬creveu aqueles segundos como os dois mais longos de sua vida. Então, finalmente, Jordan respondeu com um murmúrio quase inaudivel: -Sim.
Ao acabar de obter a prova de que o filho fora molestado, o primeiro instinto de um pai seria chamar a polícia ou as autoridades de proteção à infância. Normalmente. Em vez disso, Evan Chandler chamou Barry Rothman.
Em 4 de agosto, Evan arranjou um encontro com Jackson e Anthony Pellicano, numa suíte no Westwood Marquis Hotel de Los Angeles, para discutir a situação. Levou Jordie junto. Quando estavam
todos sentados, Evan não mencionou a conversa com o filho na ca¬deira de dentista, mas, em vez disso, tirou uma cópia da carta do Dr. Abram e começou a lê-Ia desde o início. Quando terminou, apontou o dedo para Jackson e avisou:
- Vou arruiná-Io.
Cinco dias mais tarde, Anthony Pellicano chegou ao escritório de Barry Rothman, a pedido do advogado. Durante semanas, o detetive havia esperado o pedido de "ajuda financeira" que seu sexto sentido dizia que viria desde a primeira vez em que ouviu a fita que o fez suspeitar de um caso de extorsão. Rothman, porém, era muito esperto para ser direto e falar em dinheiro. Tinha uma ideia melhor. Era um advogado de entretenimento, e seu cliente era um roteirista. Pareceria bastante natural pedir a Michael Jackson que arranjasse um trabalho para Evan Chandler. A confusão toda poderia desaparecer se Jackson intermediasse um negócio para comprar quatro roteiros de Evan ao preço de 5 milhões de dólares cada. Custo total: 20 milhões de dólares.
Pellicano ficou furioso.
- De jeito nenhum, isso é extorsão - respondeu, e saiu como um furacão do escritório.
Seguiu-se, durante os dias seguintes, uma série de discussões por telefone. Finalmente, Pellicano respondeu à solicitação de Rothman por fax.
Jackson não havia feito nada errado, Pellicano declarou, e pagar os 20 milhões de dólares solicitados estava fora de cogitação. Porém, para resolver a disputa da guarda e permitir que Evan passasse mais tempo com Jordan trabalhando num roteiro junto com o filho, como tinham feito anteriormente no filme Robin Hood, Jackson estaria disposto a oferecer um acordo de 350 mil dólares pelo roteiro.
Em 13 de agosto de 1993, Rothman fez uma contraoferta. Chandler queria negociar três roteiros em vez de um. Pellicano continuou firme em um [Chandler alegaria depois que Jackson havia proposto, de início, três roteiros, e então mudou de ideia].
- Quase tive um negócio de 20 milhões de dólares - Chandler, desapontado, disse a Rothman, de acordo com uma secretária forense que ouviu por acaso a conversa.
Quando descobri que Anthony Pellicano tinha oferecido uma negociação de roteiro a Evan Chandler para que calasse a boca e sumisse,

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:02 pm

meu instinto normal a princípio foi interpretar o gesto como um su¬borno. Porém, depois, eu mesmo ofereci um acordo muito semelhante a um dos confrades de Pellicano que, coincidentemente, também havia trabalhado para Michael J ackson no controle de danos no caso de Jordan Chandler. E, assim, contei com algum insight sobre como essas coisas funcionam.
Em 1996, eu estava no meio de minha investigação e do livro sobre a morte misteriosa de Kurt Cobain quando cheguei em casa e dei de cara com um grandalhão barbudo esperando no pátio do prédio de meu apartamento em Montreal. O sujeito apresentou¬se como um detetive particular de San Francisco, contratado por Courtney Love.
- Quero conversar com você sobre seu livro - disse. - Vamos sair para jantar, em qualquer lugar onde queira ir.
Intrigado, mas curioso, aceitei o convite. Então, durante um jan¬tar de quatro horas num elegante restaurante italiano, Palladino co-meçou a me agradar, lisonjear e me intimidar, dizendo que eu me meteria num "grande problema" se não lhe mostrasse meu manuscrito. Em meio às ameaças, contou-me histórias sobre sua impressionante lista de clientes, que incluía Patty Hearst, Snoop Doggy Dogg e John DeLorean.
Na ocasião, deixou de mencionar outro de seus importantes clientes, Bill Clinton, cujo comitê de campanha o havia contratado para conter os "assédíos de moças bonitas" durante a campanha presidencial de Clinton em 1992. Palladino, na verdade, figurou com destaque nas audiências subsequentes de impeachment, embora nunca tenha sido acusado de algum delito.
Lá pela metade do jantar, o detetive enfiou a mão na pasta e puxou um grosso dossiê sobre minha vida, que cobria trabalhos passados, antigas namoradas, etc. Felizmente, eu não tinha nada a esconder. Caso contrário, poderia ter caído naquela tática intimidativa.
Quando me recusei a lhe dar o que ele queria, Palladino tinha mais um truque na manga. Sabendo que eu era um músico ambicioso, mencionou seus muitos contatos na indústria da música, inclusive Michael Jackson, e sugeriu que poderia me ajudar a conseguir um contrato de gravação. A implicação era evidente. Ou não era? Deixei claro que não estava interessado, e nunca descobri se a oferta era, de fato, um suborno direto destinado a me fazer abandonar a investigação. Porém, na época, achei a coisa séria o bastante para lançar dúvida

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:02 pm

Sobre a cliente de Palladino, Courtney Love, que eu presumi ter orquestrado a oferta. Por que ela me ofereceria um contrato de gravação se eu não tinha nada a esconder, eu pensei?
Até que fiz minha lição de casa.
Depois de consultar inúmeros advogados de entretenimento e profissionais da indústria, descobri que meu jantar com Palladino e sua oferta implícita eram coisas corriqueiras. Simples assim. De acordo com uma veterana publicitária de Hollywood:
- Esse tipo de coisa acontece todo dia. Existem bilhões de dólares em risco nesta cidade na salvaguarda de reputações e imagens das pessoas.
A maior parte do de atores e músicos de alta visibilidade, meu contato explicou, é vítima constante de “abutres e bajuladores tentando conseguir uma porção de suas fortunas”. Aparentemente, a maioria das vezes, essa gente é simplesmente maluca e facilmente descartada. Outros podem ameaçar colocar pra fora todos os segredos de um astro se não forem “amaciados”.
- Esses são os casos mais fáceis de resolver - disse ela – Normalmente, ou eles apenas os ignoram ou os entregam para policia, para investigação.
E, as vezes, de acordo com a publicitária, o reclamante tem algum provável vinculo com o astro em questão.
- Esses são os mais cheios de truques – explicou ela – Se a pessoa tem alguma ligação, por exemplo, como um antigo empregado, então pode causar mais dano público. As vezes faz uma verdadeira sujeira, realmente. É quando se tem que arriscar o patrimônio e determinar quanto dano essa pessoa pode causar, seja vendendo a história para um tablóide ou dando entrada num processo.
Quase todo astro, ela esclareceu, tinha um advogado ou prestador de serviços apenas para esses casos, e esses advogados, por sua vez, tinham um grupo de detetives particulares a quem podiam telefonar para desenterrar “coisas”. Dependendo do caso, disse ela, o acusador seria tratado de inúmeras maneiras diferentes.
As vezes eram pagos. Vi outros casos em que um emprego de alto salário é arranjado através de um terceiro para eles mesmos ou para um membro da família, E, ocasionalmente, o cliente vai desafiá-lo a mostrar as cartas porque as exigências são escandalosas. Claro que isso apenas se aplica aos casos em que o astro na verdade fez algo ilegal ou constrangedor.

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:02 pm

Depois, há todas aquelas vezes em que são vítimas de extorsão, de alguém ameaçando acusá-los publicamente de algo que não fizeram. Isso tudo é muito mais confuso e muito mais difícil de lidar.
Como publicitária, posso lhe dizer que todos meus clientes passam por isso em algum grau. É agonizante. Eles levam anos construindo uma reputação só para vê-la posta em risco por um filho da mãe ganancioso. Creio que um monte deles vivem com medo, num certo grau, embora ache que a maioria das pessoas não acredite mais no que lê nos tablóides, de modo que o risco não tão grande como foi um dia, mesmo se alguém vende uma história mentirosa. Mesmo assim, minha tarefa é manter histórias ruins fora dos jornais e minimizar o dano se alguma coisa vazar.
Ela, no entanto, deixou claro que não acreditava que a oferta de Palladino de um contrato de gravação pudesse ser classificada como um suborno.
- Ele estava apenas fazendo o controle padrão de danos e foi tão longe quanto poderia, sem ultrapassar os limites. Você faz o que tem de fazer para proteger seu cliente, e, nesse caso, ela estava sendo acusada de assassinato. Isso conta como algo que precisava ser contido.
Evidentemente, Michael Jackson continuava cliente de Jack Palladino. Recebi um telefonema de Palladino em janeiro de 2009, exigindo saber o que eu planejava revelar sobre Jackson em livro e filmes futuros. Naquele dia não tive plena certeza se era ele, na verdade. A voz suava mais aguda do que me lembro. Talvez fosse alguém do grupo de Jackson fingindo ser ele numa tentativa de me intimidar para revelar a informação chave. Naturalmente, meus lábios estavam selados.
- Não posso revelar nada até que o volume seja publicado – eu disse a voz do outro lado da linha – Não precisa ficar alarmando, tudo será muito justo.
Na verdade minha investigação parece ter atraído a atenção da equipe inteira de controle de danos de Jackson, porque pelo menos um editor americano recebeu um comunicado do próprio Anthony Pellicano sobre meu livro.
- Fique longe de Halperin. Ele não é confiável – Pellicano avisou o editor Michael Viner, presidente da Poenix Inc..., da prisão federal onde esta cumprindo sua sentença de quinze anos.

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:03 pm

Em 16 de agosto de 1993, June Chandler entrou no Tribunal Superior da Califórnia com uma moção exigindo que o filho fosse devolvido à sua guarda. Foi marcada uma audiência para o dia seguinte, na qual se esperava que o juiz ordenasse que Jordan fosse devolvido à mãe. Uma semana antes, June havia dito a Evan que ela acreditava que Jordan fora coagido a fazer alegações de abuso sexual contra Jackson. E que ela simplesmente não acreditava que isso fosse possível.
Quando Evan recebeu a notificação da audiência,foi pego de surpresa. Depois de consultar Barry Rothman, fez um telefonema que provocaria um furacão.
Chandler telefonou ao Dr. Abrams, o psiquiatra, e preencheu os nomes e detalhes do hipotético caso de abuso infantil. O médico insistiu para que levasse Jordan para vê-lo na manhã seguinte, quando conversou com o garoto por quase três horas.
Naquela noite, um investigador do departamento de serviços a família e a infância do condado de Los Angeles, acompanhada por dois soldados do departamento de policia de Los Angeles, fez uma visita a casa de Evan Chandler, pedindo para falar com Jordan.
Quatro dias depois, alheio a que o departamento de serviços a família a infância havia se envolvido na questão, Michael Jackson entrou num avião para a Tailândia para começar a nova fase da sua turnê mundial Dangerous. Ficou a cargo de sua criada pessoal cumprimentas as autoridades, quando invadiram Neverland ao amanhecer de 23 de agosto de 1993.

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:03 pm

TRÊS


Na hora em que a policia terminou de esvaziar os armários de Jackson, pegando livros, vídeos, e outras parafernálias sortidas, as instalações de rádios locais já informavam que havia uma batida em andamento em Neverland. Os detalhes, porém, eram ainda superficiais. Quando a revista acabou e as autoridades saíram carregando caixas dos pertences pessoais do cantor,um porta-voz da policia confirmou que Jackson foi alvo de uma investigação criminal resultante de uma queixa registrada no Departamento de Policia de Los Angeles, vários dias antes.
O mundo ainda não estava ciente do que desencadeara a investigação, mas Anthony Pellicano imaginou que era apenas uma questão de tempo antes que alguém vazasse os detalhes e, por isso, resolveu lançar um ataque preventivo.
Numa entrevista a uma estação de TV KNBC, de Los Angeles, o detetive particular revelou que a investigação fora desencadeada por “uma extorsão que dera errado”.
_ Apesar de todo dano que isso vai provocar, Michael levará a melhor – disse Pellicano- Essa gente tentou extorquir de Michael um monte de dinheiro. Quando não pagamos, ligaram para o Serviço a Família e a Infância , que iniciou essa investigação.
Ele não entrou em detalhes, porém, mais tarde, naquele dia, uma estação de New York informou que uma mulher havia acusado Jackson de abusar de seu filho durante uma visita a Neverland e talvez também em seu condomínio em Century City. Logo depois, uma fonte que teve acesso a documentos confidenciais da policia contou à Associatad Press que o filho de treze anos de um dentista de Beverly Hills havia confidenciado ao terapeuta que Jackson o havia acariciado.

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:03 pm

A mídia deitou e rolou, os fãs ao redor do mundo ficaram perplexos, e os simpatizantes de Jackson mostravam transtornados, em particular porque o cantor estava do outro lado do mundo, preparando-se para entrar no palco na Tailândia.
Conforme a imprensa descia sobre a arena de Bangoc, onde ele havia acabado de saber das noticias, um dos ajudantes de Jackson rechaçou as acusações.
- Estamos muito confiantes de que, se quaisquer acusações forem algum dia registradas, não serão na direção de ( Jackson). As pessoas podem ser sórdidas com Michael simplesmente porque ele gosta da criançada. Ele é um cara muito gentil.
Enquanto isso, a amiga e defensora d longa data, Elizabeth Taylor, estava estarrecida, juntamente com o resto do mundo, ao saber do que Jackson havia sido acusado. Pelos vinte anos que o conhecia e nos quais testemunhou dezenas e dezenas de vezes suas interações cm os “amigos especiais”, a idosa lenda da tela estava convencida de que ele era incapaz de tamanho crime. Como uma ex-estrela infantil, ela própria havia sentido a mesma sensação de infância roubada e, por isso mesmo, nutria um vinculo especial com Jackson. Ele também foi vitima de incontroláveis acusações durante anos, assim como inúmeras tentativas de extorsão. Conhecia muito bem o jogo. Elizabeth Taylor imediatamente fez planos de voar para a Ásia e mostrar apoio ao amigo durante sua hora mais sombria.
Ironicamente, as acusações publicas de abuso sexual a menor não impediram Jackson de se rodear no palco, toda noite, de quarenta crianças ao fim de seu concerto, cujos lucros estavam sendo doados a varias instituições de caridade infantis. Nem impediu que fãs adoradores se reunissem em multidão para o show, num sinal de apoio. Cambista cobravam mais de 400 dólares por ingresso, por causa da publicidade, uma enorme soma de dinheiro num país como a Tailândia.
Lá nos Estados Unidos, os tablóides deliraram com as noticias, O New York Post estampou a manchete “ Peter Pan ou Pervertido?”, conduziu uma pesquisa de opinião que resolveu que oitenta por cento de seus espectadores não acreditavam nas acusações contra Jackson. A essa altura, contudo, não sabiam ainda os detalhes.

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Raquel M.K.Jackson em Dom Set 18, 2011 6:03 pm

Isso mudou em 14 de setembro de 1993, quando Jordan Chandler foi ao tribunal. Logo depois da batida em Neverland, Barry Rothman contratou um advogado para si próprio, Robert Shapiro, que se tornaria famoso ao defender O.J Simpson um ano depois. Rothman sabia que o grupo de Jackson estava ameaçando acusar tanto a ele como a Evan Chandler de extorsão e quis ficar preparado.
Mais ou menos ao mesmo tempo, Evan havia convencido a ex-esposa, June, de que ela seria visto como facilitadora se continuasse a defender Jackson das acusações do próprio filho. Afinal, ela havia consentido de boa vontade nos questionáveis arranjos de acomodação para dormir, que eram a essência do caso de Jordan. Se não quisesse ser vista como vilã, era a hora de saltar a bordo.
O argumento mostrou-se eficaz, June concordou em juntar-se ao ex-marido para contratar um advogado e levar adiante uma ação. O primeiro advogado que contrataram foi uma importante ativista dos direitos das mulheres, Gloria Allred, mais logo os dois se sentiram constrangidos com a estratégia inicial da advogada em apresentar o caso a mídia e deixar que o publico difamasse Jackson. Shapiro argumentou que tal estratégia podia encurralar o cantor e impedi-l de fazer um acordo, temendo que isso fosse visto pelo publico como uma admissão de culpa. Recomendou um experiente advogado civil chamado Larry Feldman, a quem o casal contratou no inicio de setembro.
Menos de duas semanas depois, Feldman apareceu no Tribunal Superior da Califórnia, no Condado de Los Angeles, para registrar uma ação civil contra Michael Jackson em nome de Jordam Chandler. A queixa não poupava munição, alegando “agressão sexual, sedução, deliberada conduta imprópria, imposição internacional de sofrimento emocional, fraude e negligencia”.
Entre os detalhes mais picantes, a petição alega que Jackson ocupou-se de inúmeros “contatos ofensivos sexualmente”, inclusive o “ réu Michael Jackson copulando oralmente com a vitima, o réu Michae Jackson masturbando a vitima, e o réu Michael Jackson comendo o sêmem da vitima.”.
Juntamente com a queixa formal, Feldman incluiu um depoimento juramentado de quatro paginas em que, pela primeira vez, as queixas de Jordan eram, fornecidas em detalhes para todos verem em formato gráfico. Coisa altamente perturbadora. O depoimento juramentado começa descrevendo o encontro inicial com Jackson numa loja de aluguel-um-traste-velho em maio de 1992, seguido por uma série de telefonemas...

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Re: [LIVRO] Os últimos anos de Michael Jackson.

Mensagem por Superfly Sister em Dom Set 18, 2011 6:30 pm

eu estou lendo e apavorada com a "entrevista" choro choro choro fumando fumando vai se lascar poxaaa..... por que inventou isso tudo gente que horror pra que isso!!!! amanhã leio mais
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